Afinal, como anda a corrida pela vacina contra COVID-19?

Separamos as informações mais atuais e confiáveis sobre o assunto.

 

Desde o início da pandemia do covid-19 nos fazemos as mesmas perguntas: quando teremos acesso a uma vacina? Essa vacina será confiável? Todos terão acesso?

Somos bombardeados diariamente com diversas notícias e informações a respeito desse assunto, mas quais notícias podemos confiar? Outros questionamentos que surgem são: será que toda essa urgência não acaba prejudicando o trabalho dos cientistas e consequentemente o andamento dos testes?

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha realizada entre os dias 11 e 12 de agosto, apenas 9% dos entrevistados afirmaram que não tomariam a uma vacina contra 89% que disseram que tomariam. Atualmente, sabemos que há mais de uma centena de projetos em andamento para produção de vacinas contra Covid-19 no mundo. Pelo menos 29 desses projetos já estão na etapa de testes, sendo que 6 estão na chamada fase 3, em que a vacina é dada para milhares de pessoas. Vale ressaltar que dessas 6, três estão sendo testadas no Brasil.

Nos laboratórios espalhados pelo mundo tudo está acontecendo com uma velocidade inédita apesar de acharmos muitas vezes que está demorando. O que duraria anos agora está levando semanas. Separamos abaixo algumas informações sobre as vacinas mais avançadas até o momento:

 Vacina Britânica

A vacina da universidade de Oxford está sendo testada no Reino Unido, África do Sul e Brasil. Agora na fase 03, durante os testes a dose foi dobrada e continua sendo testada.

 

Vacina Alemã

A vacina alemã também está sendo testada no Brasil e corre contra o tempo. Usa uma estratégia genética muito avançada e está sendo aplicada em milhares de voluntários.

 

Vacina Chinesa

Há pelo menos 03 vacinas chinesas em estágio avançado. A farmacêutica chinesa especializada em vacinas CanSino Biologics obteve a aprovação de patente do governo de Pequim para sua vacina contra a Covid-19, de nome Ad5-nCOV. Já a vacina produzida pelo Grupo Farmacêutico Nacional da China (Sinopharm) já foi capaz de produzir anticorpos em testes clínicos iniciais e intermediário, segundo anúncio recente.  Também temos a vacina da Sinovac Biotechs, que passa em testes pelo Brasil em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo. O medicamento também apresentou resposta imune em testes iniciais e passa por testagem em 9.000 voluntários brasileiros. A previsão do Butantan é que — caso tudo corra dentro do esperado — o medicamento esteja liberado até o início de 2021.

 

Vacina Russa

Apesar de ainda estar realizando testes, a Rússia afirma já ter uma vacina pronta, surpreendendo todo o mundo por aparentemente ter pulado algumas etapas de testes.  O presidente Putin afirmou recentemente que essa vacina é eficaz e foi registrada na Rússia pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, em Moscou. Durante o anúncio, Putin também afirmou que uma de suas filhas foi vacinada com a Sputnik V, nome escolhido para o fármaco. Cientistas ocidentais, no entanto, expressaram ceticismo. Alguns afirmaram que uma vacina desenvolvida de maneira precipitada pode ser perigosa, pois a fase final dos testes (na qual a eficácia é comprovada com milhares de voluntários) começou recentemente.  O fundo soberano russo envolvido no desenvolvimento da vacina afirmou que a produção industrial começará em setembro e que 20 países já encomendaram mais de um bilhão de doses.

 

Ainda não temos a garantia de qual vacina será a melhor, pois durante a fase de testes tudo pode mudar e no momento, não temos como saber com 100% de garantia quais serão as reações a pequeno, médio e longo prazo.

É provável que as vacinas descobertas agora sejam substituídas por vacinas melhores no futuro. Segundo especialistas, o importante no momento é conseguir vacinas que impeçam a doença grave e a rápida propagação da mesma durante essa pandemia. Mas uma coisa já sabemos: os estudos continuarão.

E você, quando sair a vacina contra Covid-19, pretende se vacinar?