Vitamina D – Novos Valores de Referência

vitamina D é considerada um pré-hormônio e apresenta papel crucial na homeostase do cálcio e, consequentemente, na saúde óssea. Sua maior fonte é a pele, em resposta à luz solar. Esta vitamina pode ser encontrada em alguns alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos ou em cápsulas ou comprimidos, portanto a disponibilidade de Vitamina D na nossa alimentação é limitada.

 
Nós, do Laboratório Rocha Lima, temos recebido diversos questionamentos de médicos e pacientes sobre o alto índice de resultados abaixo dos valores de referência (30 ng/ml) em pacientes normais e sem histórico de hipovitaminoses, por isso vamos tentar explicar brevemente esta questão.

 
Estudos populacionais brasileiros demonstram que a prevalência da hipovitaminose D no país é elevada quando baseados nos valores de referência, no entanto dados de estudos sobre níveis de vitamina D em diferentes regiões do mundo confirmam a alta prevalência de  hipovitaminose D, associada principalmente com a idade (acima de 60 anos), maior latitude, inverno, maior pigmentação da pele, menor exposição solar, presença de doenças crônicas, hábitos alimentares, gestação, lactação e ausência de alimentos ricos em vitamina D.

 
Recentemente a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) publicou o documento: “Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Patologia Cínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) – Intervalos de Referência da Vitamina D – 25(OH)D”.

 
Partindo do princípio que a hipovitaminose D é muito prevalente em nosso país e tem uma importância clínica significativa, este posicionamento tem como objetivo discutir e sugerir uma melhor prática na solicitação e interpretação dos resultados, bem como a definição de valores de referência da 25(OH)D, de acordo com a faixa etária e da presença ou não de doenças crônicas. Este documento é representado por uma comissão composta por especialistas do Departamento de Metabolismo Ósseo da SBEM e da SBPC/ML para o desenvolvimento de recomendações baseadas na evidência científica disponível da literatura atual sobre a vitamina D.

 
Não existe evidências para solicitação do nível sérico de 25(OH)D para a população adulta sem comorbidades, portanto, a triagem populacional indiscriminada não está indicada.

A solicitação dos níveis séricos de Vitamina D – 25(OH)D somente é indicada para a população de risco conforme abaixo:

• Idosos – acima de 60 anos;
• Indivíduos que não se expõem ao sol ou que tenham contraindicação à exposição solar;
• Indivíduos com fraturas ou quedas recorrentes;
• Gestantes e lactantes;
• Osteoporose (primária e secundária);
• Doenças osteometabólicas, tais como raquitismo, osteomalácia, hiperparatireoidismo;
• Doença Renal Crônica;
• Síndromes de má-absorção, como após cirurgia bariátrica e doença infamatória intestinal;
• Medicações que possam interferir com a formação e degradação da vitamina D, tais como: terapia antirretroviral, glicocorticoides e anticonvulsivantes.

Baseado neste documento, os nossos valores de referência foram alterados
conforme laudo:

25 OH VITAMINA D TOTAL 

25 OH VITAMINA D TOTAL

Por: Rafael Padovani – Diretor Técnico do Laboratório Rocha Lima Auditor de Qualidade

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