O envelhecimento pode ser controlado – Revelam novos estudos

Olhando para o aumento da expectativa de vida nos últimos anos, não parece mais um sonho pensar em ultrapassar os 100 anos. No Brasil, em 1960 a expectativa de vida era de 54,69 anos. Atualmente, quem nasce no país tem expectativa de vida de 73,62 anos. Será que podemos controlar o envelhecimento?

Técnicas avançadas da medicina demonstram que cientistas estão chegando cada vez mais perto de retardar o processo da velhice, além de poder curar, tratar ou prevenir toda e qualquer doença.

Recentemente, uma pesquisa publicada por cientistas do Instituto Salk (EUA) na prestigiosa revista Cell mostrou que o envelhecimento não é um fenômeno necessariamente irreversível, mas um fenômeno biológico controlável.

Os cientistas anunciaram terem conseguido reverter as marcas da passagem do tempo no organismo de camundongos com uma rara doença genética que faz eles envelhecerem, e morrerem, precocemente, aumentando sua longevidade em 30%, numa descoberta que abre caminho para o desenvolvimento de possíveis terapias de rejuvenescimento aplicáveis em humanos.

As famosas células-tronco contra o envelhecimento

Células-tronco são vistas como o “Santo Graal” da medicina regenerativa, devido a sua capacidade de originar todos os tipos de células do corpo. Porém, outra capacidade dessas células é o fato de que sempre permanecem jovens em alguns tecidos, sem ocorrer a perda de informação genética a cada divisão celular, um dos principais eventos moleculares associados ao envelhecimento em células adultas.

Porém, outra capacidade dessas células é o fato de que sempre permanecem jovens em alguns tecidos, sem ocorrer a perda de informação genética a cada divisão celular, um dos principais eventos moleculares associados ao envelhecimento em células adultas.

Os pesquisadores aproveitaram essa capacidade para aumentar o tempo de vida de camundongos e renovar alguns dos seus tecidos. Embora a abordagem não funcione em seres humanos, o estudo pode levar a novas maneiras de manter os corpos vigorosos, mesmo com o avanço da idade. O envelhecimento é o maior fator de risco para desenvolver doenças.

Embora a abordagem não funcione em seres humanos, o estudo pode levar a novas maneiras de manter os corpos vigorosos, mesmo com o avanço da idade. O envelhecimento é o maior fator de risco para desenvolver doenças.

Segundo um artigo da Tablet Mag, que reuniu a opinião de vários médicos ao redor do mundo, os cientistas estudam as doenças de forma separada por terem “patologias separadas”. Ou seja: cada doença tem origens diferentes. Doenças cardíacas costumam vir de gordura nas artérias, cânceres acontecem por DNA danificado e Mal de Alzheimer e outras demências ocorrem por células cerebrais problemáticas e assim por diante.

Ou seja: cada doença tem origens diferentes. Doenças cardíacas costumam vir de gordura nas artérias, cânceres acontecem por DNA danificado e Mal de Alzheimer e outras demências ocorrem por células cerebrais problemáticas e assim por diante.

Mas todas essas têm algo em comum: o envelhecimento. Se conseguirmos atrasar o envelhecimento e rejuvenescer os órgãos, tecidos e células, conseguiremos prevenir ou remediar todas as doenças. Os pesquisadores do Instituto Salk acreditam que a indução de mudanças epigenéticas por meio de compostos químicos ou pequenas moléculas talvez seja a abordagem mais promissora para atingir o rejuvenescimento em seres humanos.

Os pesquisadores do Instituto Salk acreditam que a indução de mudanças epigenéticas por meio de compostos químicos ou pequenas moléculas talvez seja a abordagem mais promissora para atingir o rejuvenescimento em seres humanos.

Mas calma que ainda não será agora que vamos até a farmácia para comprar capsulas do Santo Graal para controlar a chegada na 3º idade.

Os cientistas ressaltam que devido à complexidade do processo de envelhecimento, estas possíveis terapias devem demorar até dez anos para chegarem à fase de ensaios clínicos.

Fontes: www.veja.abril.com.br
www.universoracionalista.org

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