Banco de células-tronco é criado com genética de brasileiros

E a ciência não para de evoluir. Recentemente uma coleção de células-tronco foi produzida a partir do sangue de brasileiros, na Universidade de São Paulo – USP. Essas células têm potencial para serem transformadas em células de diversos tecidos do corpo, como neurônios, células do fígado e do coração e poderão ser usadas para estudar doenças e testar medicamentos, em alguns casos até substituindo os testes em animais. Outra possível aplicação é o estudo de doenças comuns, a exemplo da hipertensão.

Inicialmente uma biblioteca com 23 linhagens celulares foi criada pelos cientistas do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da USP. O projeto teve financiamento do Ministério da Saúde e pode ser expandido para representar a diversidade genética de 1.872 pessoas. O trabalho foi publicado neste mês na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

Com o objetivo de descobrir a incidência e os fatores de risco de doenças crônicas, como diabetes, e de doenças cardíacas na população, também foi feita uma parceria com os participantes do ELSA-Brasil, um estudo da USP e de outras cinco universidades do País que monitora a saúde de 15.105 brasileiros. De dois em dois anos, eles passam por exames clínicos e entrevistas. Dos cerca de 5 mil participantes atendidos no Hospital Universitário da USP, 1.872 aceitaram ter o sangue coletado e as células, congeladas. Dezoito amostras dessas células de sangue foram transformadas em células-tronco pluripotentes, equivalentes a células-tronco embrionárias.

Na linha de desenvolvimento de um novo fármaco, em um exemplo de uso no laboratório, células cardíacas produzidas a partir dessas células-tronco podem indicar se o novo medicamento é tóxico para o coração. Aqueles fármacos que forem tóxicos para as células não serão testados em seres humanos.

Fonte: Labnetwork

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